Aos 47 anos, a baiana Adriana Santos transforma experiência, elegância e paixão pelo samba em novos caminhos na avenida.

Para o Carnaval de 2027, a sambista foi anunciada como Musa da Colorado do Brás, uma das tradicionais escolas de samba de São Paulo, dando início a mais um capítulo de uma trajetória construída ao longo de anos de dedicação à folia.
Nascida na Bahia, Adriana carrega consigo a força, a identidade e a ancestralidade de suas raízes, elementos que se encontram com a paixão pelo Carnaval paulistano e ajudam a traduzir a mulher que escolheu fazer da avenida parte de sua história.
Mais do que ocupar um lugar de destaque, sua trajetória revela uma relação construída com diferentes comunidades, pavilhões e gerações do samba.
Sua história no Carnaval de São Paulo começou em 2009, na Águia de Ouro, onde viveu os primeiros capítulos dessa caminhada. Dois anos depois, em 2011, assumiu o posto de Rainha de Bateria da Império da Vila, em Santos, ampliando sua presença na Baixada Santista, região onde sua história carnavalesca também permanece viva.Em 2019, Adriana retornou à Águia de Ouro, retomando uma relação marcada por identificação e pertencimento.
O ciclo foi encerrado em 2025, deixando para trás anos de desfiles, experiências e momentos que ajudaram a consolidar seu nome no Carnaval.Mas foi em 2026 que sua trajetória ganhou ainda mais força. Em uma verdadeira maratona de samba, Adriana encarou uma jornada tripla na avenida.
Foi Rainha de Bateria da Império da Vila, Musa da Mocidade Unida da Mooca (MUM), que levou para o Sambódromo o enredo “Gèlèdés – Agbara Obinrin”, e também Musa da Escola de Samba Oba-Oba, agremiação da UESP que conquistou o título do Grupo de Acesso de Bairros e garantiu sua ascensão à divisão seguinte.
Agora, um novo pavilhão passa a fazer parte dessa história.Na Colorado do Brás, Adriana encontra um novo desafio e a oportunidade de viver uma experiência diferente dentro de uma das comunidades tradicionais do Carnaval paulistano.
Em 2027, a escola levará ao Sambódromo do Anhembi o enredo “O Juara, o Homem que Desafiou o Diabo”, uma narrativa que mergulha no imaginário popular brasileiro e promete transformar a avenida em um grande espetáculo de força, mistério e brasilidade.
Para Adriana, a chegada à Colorado representa a continuidade de uma história que ainda está sendo escrita.“Cada escola por onde passei deixou uma marca na minha trajetória e me ensinou algo sobre o Carnaval, sobre as pessoas e também sobre mim.
Chego à Colorado do Brás com o coração aberto para esse novo ciclo, com muita vontade de aprender, contribuir e viver intensamente cada momento ao lado da comunidade.
Quero construir uma história bonita, com respeito, entrega e muito amor pelo samba.”Aos 47 anos, Adriana Santos mostra que o Carnaval não se resume à passagem de um ano para outro. É feito de encontros, ciclos, escolhas e histórias que permanecem.
Baiana de origem, sambista por paixão e mulher de trajetória construída na avenida, ela chega à Colorado do Brás levando na bagagem a experiência de quem já viveu diferentes pavilhões e, no coração, a disposição de começar novamente.
