quinta-feira, julho 25 Notícias do Brasil e do Mundo, 24h por dia

37% de mulheres preferem investir na carreira profissional do que se dedicar à vida materna

Cada vez mais, empresárias optam por não viver a maternidade, enquanto milhões de mães deixam a força de trabalho para cuidar dos filhos, de acordo com pesquisas da USP


Uma pesquisa realizada pela empresa farmacêutica Bayer indica que 37% das mulheres brasileiras não querem ter filhos. Um dos motivos relatados é a dedicação à carreira, que hoje passa a ser prioridade. A renúncia à gravidez pode estar relacionada com o crescimento de mulheres em cargos de liderança.
A empresária Sophia Martins, de 39 anos, é um exemplo disso. “Casei cedo e logo os questionamentos sobre ser mãe iniciaram. Na verdade, estou segura de minha decisão, optei por não ter filhos e talvez as pessoas não entendam que está tudo bem não querer a maternidade. Trabalho em um mercado competitivo e que demanda muito do meu tempo e dedicação. Eu escolhi isso.“ – comenta sobre sua vivência. Atualmente, Martins está no mercado imobiliário como sócia da primeira incorporação 100% feminina do país e atua no mercado americano.

Um estudo realizado pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da USP, mostra que 6,8 milhões de mulheres negras e 4,3 milhões de brancas ficaram fora da força de trabalho em 2022 para cuidar dos filhos, apesar de desejarem estar no mercado. Dificilmente um pai é julgado ou questionado se exerce ou não a sua paternidade, no entanto, o mesmo não ocorre com o sexo oposto.

Hoje, as mulheres ainda precisam brigar pelo direito à não maternidade como opção. Mulheres que optam por não ter filhos, além de sofrerem pressões sociais, lidam com isso dentro e fora de casa. “O posicionamento das mulheres que optaram por não ter filhos, como eu, ainda é um tabu nos dias de hoje, o que não deveria ser. A felicidade é a escolha de não estar na maternidade, e isso não é um problema.“ – explica Martins. “Optar por não ter filhos é uma escolha válida e legítima. Cada mulher tem o direito de decidir o que é melhor para si mesma, e essa decisão deve ser respeitada e aceita sem julgamentos ou estigmas.” – completa.

Sophia Martins atua no mercado imobiliário de luxo, é formada em Direito pela PUC-SP, Administração de Empresas no Mackenzie, Ciências Políticas na PUC-RS, Ciências Públicas e Políticas em Harvard e se especializou em Gestão de Pessoas, na FGV. Além disso, é co-autora do livro Mulheres do Imobiliário (2019-2020), em que fala sobre metas e lançou seu livro em 2023 “A Profissão de Milhões: O que Ninguém te Contou” em Português, Inglês e Espanhol. A empresária decidiu dedicar a sua vida à carreira e ocupar cargos de liderança, representando o aumento da porcentagem de mulheres nesse ramo.



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