O som que nunca envelhece
Há datas que carregam mais do que lembranças: elas guardam símbolos de uma época, de um jeito de viver a música. No Brasil, 20 de abril é dedicado ao disco de vinil, esse objeto que gira lentamente e transforma silêncio em melodia. A escolha não foi ao acaso — é também o dia em que se recorda Ataulfo Alves, sambista cuja obra se tornou parte da identidade cultural do país.
O vinil não é apenas um suporte físico. Ele é ritual. É abrir a capa, sentir o cheiro do papel, ler os encartes e, com cuidado, colocar a agulha sobre o sulco. O som que nasce daí é descrito como mais quente, mais humano, como se carregasse imperfeições que o tornam autêntico.
Durante décadas, entre os anos 1960 e 1990, o vinil reinou absoluto no mercado fonográfico. Depois, cedeu espaço ao CD e ao digital....
