
A médica Giselle Mello fala sobre os tratamentos e como prevenir a desarmonização facial
Nos últimos anos, a harmonização facial conquistou desde famosos até o cidadão comum na busca pelo contorno facial ideal. Mas é comum nas redes sociais procedimentos que fogem da naturalidade e produzem efeito contrário, a chamada desarmonização facial.
A médica Dra. Giselle Mello diz que isso acontece quando procedimentos estéticos alteram o equilíbrio natural das proporções do rosto. Em vez de respeitar a anatomia individual, a intervenção passa a criar volumes, contornos ou expressões artificiais.
“Isso normalmente ocorre quando há excesso de preenchimento, aplicação repetida de substâncias sem planejamento global da face ou quando se tenta reproduzir um “padrão de beleza” que não corresponde à estrutura do paciente. O rosto deixa de expressar identidade e passa a apresentar distorções visíveis “, destaca.
Ela listou os riscos mais comuns associadas à desarmonização:
excesso de volume em regiões como lábios, malar ou mandíbula
migração de preenchimentos
assimetrias faciais
alterações na expressão natural do rosto
obstrução vascular em casos mais graves
necrose tecidual quando há comprometimento da circulação
Além dos efeitos estéticos indesejados, há complicações médicas sérias que exigem tratamento imediato.
De acordo com a médica, o impacto psicológico pode ser profundo. Muitas pessoas procuram procedimentos estéticos justamente para melhorar a autoestima. Quando o resultado gera estranhamento ou deformação, ocorre o efeito inverso.
“Isso pode levar a ansiedade, vergonha social, isolamento e até sintomas depressivos. Em alguns casos, o paciente entra em um ciclo de correções sucessivas tentando recuperar a aparência anterior”
Dra. Giselle lista principais procedimentos que podem causar desarmonização:
preenchimento com ácido hialurônico
bioestimuladores em excesso
aplicação inadequada de toxina botulínica
fios de sustentação mal indicados
preenchimentos permanentes ou semipermanentes
O problema não está necessariamente no procedimento em si, mas na indicação inadequada, no excesso ou na falta de conhecimento anatômico.
A especialista destaca que a prevenção começa com três princípios fundamentais: Diagnóstico individualizado da face; respeito às proporções anatômicas naturais; moderação nas intervenções.
“O objetivo de um procedimento estético deve ser realçar a beleza natural e não transformar completamente o rosto.Também é fundamental escolher profissionais com formação médica adequada e experiência comprovada”.
Dependendo do caso, Dra. Giselle Mello diz existem alguns tratamentos:
dissolução de preenchimentos com hialuronidase
reequilíbrio volumétrico da face
tratamentos regenerativos para recuperação tecidual
acompanhamento multidisciplinar quando há impacto psicológico
O tratamento deve ser cuidadoso, pois muitas vezes a prioridade é devolver naturalidade e não simplesmente acrescentar novos procedimentos.
Ela afirma que existem diversos exemplos amplamente discutidos na mídia internacional. Alguns artistas passaram por procedimentos repetidos que alteraram significativamente suas características naturais.
“No entanto, do ponto de vista médico, não é apropriado avaliar indivíduos específicos sem exame clínico. O importante é usar esses casos como alerta para mostrar que excesso de intervenções pode levar à perda da naturalidade facial”.
De acordo com Dra. Giselle, quando falamos de artistas ou pessoas públicas que passaram por mudanças faciais visíveis, é importante fazer uma observação ética: “Como médica atendo e já atendi pacientes de repercussão nacional porém não posso falar deles, e dos que não atendi eu não tenho acesso ao prontuário desses pacientes, não conheço a indicação clínica, nem os detalhes técnicos dos procedimentos realizados. Portanto, qualquer análise que eu faça é necessariamente superficial e baseada apenas em imagens públicas, o que limita bastante a profundidade de qualquer avaliação. Além disso, existe um princípio ético muito importante na medicina estética: não comentar tecnicamente o trabalho de outros profissionais sem conhecer o caso clínico completo”
A médica afirma que a abordagem dela de harmonização facial parte de um princípio simples: a beleza não deve apagar a identidade da pessoa.”Trabalho com avaliação global da face, equilíbrio muscular, saúde da pele e proporção anatômica. Muitas vezes o melhor tratamento é fazer menos — ou até não fazer determinado procedimento.
Também utilizo princípios da medicina integrativa, considerando fatores como inflamação, envelhecimento celular, estilo de vida e qualidade da pele antes de qualquer intervenção estética”.
Ela listou os cuidados que um paciente deve ter antes e após um procedimento estético:
Antes do procedimento:
avaliar formação e experiência do profissional
entender riscos e benefícios reais
evitar procedimentos impulsivos baseados em tendências
Após o procedimento:
seguir rigorosamente as orientações médicas
evitar manipulação da área tratada
observar sinais de complicações. como dor intensa ou mudança de cor da pele
manter acompanhamento com o profissional responsável
“Procedimentos estéticos seguros dependem de diagnóstico correto, técnica adequada e acompanhamento responsável”
Ela afirma que cada rosto tem uma história, uma indicação e um planejamento específico. Sem esses elementos, qualquer julgamento técnico seria inadequado. “O que muitas vezes observamos em artistas — e que também pode acontecer em pacientes comuns — é um fenômeno que chamamos de desarmonização facial. Isso ocorre quando procedimentos estéticos acabam alterando o equilíbrio natural das proporções do rosto. Em vez de respeitar a anatomia individual, surgem volumes excessivos, contornos artificiais ou mudanças de expressão que deixam o rosto menos natural”.
A médica afirma que este tipo de situação pode ocorrer por diferentes fatores, como aplicações repetidas de preenchimento ao longo dos anos, excesso de produto em determinadas áreas ou intervenções feitas sem um planejamento global da face. Ela explica que em alguns casos, também existe a tentativa de reproduzir um padrão de beleza que não corresponde à estrutura anatômica da pessoa.
“Do ponto de vista médico, o risco não é apenas estético. Procedimentos realizados sem equilíbrio ou técnica adequada podem levar a complicações como assimetrias, migração de preenchimentos, alteração da expressão facial, obstrução vascular e, em situações mais graves, necrose tecidual. Essas são complicações reconhecidas na literatura médica e exigem tratamento imediato quando ocorrem”.
Outro aspecto que muitas vezes não é discutido é o impacto psicológico, segundo a médica. “Muitas pessoas buscam procedimentos estéticos para melhorar a autoestima. Quando o resultado gera estranhamento ou perda da naturalidade facial, pode ocorrer o efeito oposto: insegurança, desconforto social e até um ciclo de correções sucessivas tentando recuperar a aparência original”.
Ela esclarece que na medicina estética moderna, o objetivo não deveria ser transformar completamente o rosto, mas realçar a beleza natural preservando a identidade da pessoa.
“Quando a desarmonização acontece, existem algumas possibilidades de tratamento. Em muitos casos é possível dissolver preenchimentos com hialuronidase, reequilibrar volumes faciais ou adotar abordagens regenerativas que ajudam a recuperar a naturalidade do rosto. Em determinadas situações, também pode ser necessário um acompanhamento multidisciplinar, especialmente quando há impacto emocional significativo.
Dra. Giselle Mello afirma que segue um princípio que considera central: a estética precisa respeitar a biologia e a identidade do paciente. “Antes de qualquer procedimento, faço uma avaliação global da face, da qualidade da pele, da musculatura e do processo de envelhecimento individual. Muitas vezes, o melhor tratamento não é fazer mais, mas fazer menos — ou simplesmente não fazer. Também trabalho com uma visão integrativa da estética, considerando fatores como inflamação, saúde da pele, estilo de vida e envelhecimento celular. A medicina estética não deve ser apenas corretiva, mas também preventiva”, conclui.
