
A Cia Ballet Paraisópolis sobe ao palco do BTG Pactua,l no dia 20 de janeiro, às 20h, com o espetáculo “Cartografias do Invisível”, obra que convida o público a refletir sobre os territórios subjetivos do ser humano por meio da linguagem da dança. Com direção geral de Monica Tarragó, o trabalho reúne criações de Christian Casarin, Danielle Rodrigues e Thiago Bordin, que exploram diferentes estados emocionais e corporais, costurando técnica, sensibilidade e experiências vividas pelos bailarinos. A proposta é dar forma ao que muitas vezes não é visível, mas atravessa corpos, memórias e afetos.
O programa é composto por três obras. “Vortex”, com coreografia de Christian Casarin, propõe uma reorganização do vocabulário do balé clássico, alternando códigos tradicionais e contemporâneos a partir de uma paisagem sonora eletrônica. A obra coloca o virtuosismo técnico dos bailarinos no centro, criando um contraponto entre disciplina e liberdade.
Já “Desiderium”, criação de Thiago Bordin, parte do conceito latino que expressa desejo e anseio profundo, evocando sentimentos de ausência, perda e nostalgia. A coreografia dialoga com a música de Krystian Zimerman, executada pela London Symphony Orchestra, e constrói uma atmosfera intimista e sensível.
Para encerrar o espetáculo, “Ser”, de Danielle Rodrigues, propõe um mergulho nos processos internos de crise, vazio e reconstrução. Inspirada em experiências pessoais da coreógrafa, a obra utiliza o funcionamento dos neurônios como metáfora para abordar exaustão emocional, vulnerabilidade e transformação, convidando o público a refletir sobre as subjetividades que atravessam o cotidiano.
O espetáculo conta ainda com figurinos assinados por Jum Nakao, além de desenho de luz de Nicolas Marchi e Alexandre Zullu, reforçando o caráter estético e conceitual da montagem.
Reconhecida por seu trabalho artístico e social, a Cia Ballet Paraisópolis reafirma, com “Cartografias do Invisível”, seu compromisso com a excelência técnica e com narrativas que ampliam o acesso à dança e à reflexão sobre o humano.
