
Um caso de abuso contra crianças brasileiras abalou a comunidade em Konstanz, no sul da Alemanha. A enfermeira Priscila Cunha, de Fortaleza (CE), denunciou que seus filhos, de 12 e 7 anos, foram vítimas de um conterrâneo a quem havia oferecido abrigo. O acusado foi preso e aguarda julgamento.
Em meio à dor e ao choque, Priscila encontrou amparo nos braços da ativista Débora Denecke, que há mais de 30 anos dedica sua vida, na Alemanha, à defesa de mulheres e crianças. Mais do que apoio prático, Débora ofereceu escuta, acolhimento e a certeza de que Priscila não estava sozinha diante de tamanha violência.
Com palavras de encorajamento e presença solidária, Débora destacou a importância da coragem de denunciar, lembrando que, mesmo quando a agressão parte de pessoas próximas, o silêncio jamais pode ser a resposta. Seu gesto trouxe alívio e esperança à mãe, que se fortaleceu para enfrentar o processo em busca de justiça para os filhos.
O caso não só revela a urgência em proteger crianças em ambientes de confiança, mas também ressalta a importância de pessoas como Débora Denecke — que transformam dor em luta e medo em coragem através de sua humanidade e acolhimento.