
O olhar está entre as regiões do rosto em que o envelhecimento se torna mais evidente e também uma das mais complexas de tratar. Pálpebras superiores com excesso de pele, bolsas de gordura nas pálpebras inferiores, alterações na sustentação dos tecidos, queda ou perda de definição das sobrancelhas e mudanças na qualidade da pele podem aparecer isoladamente ou associadas. Por isso, para a Dra. Ana Mamari, cirurgiã plástica, o primeiro passo não é escolher um procedimento, mas entender o que, de fato, está causando aquele aspecto de cansaço.
A avaliação da região periorbitária exige uma análise tridimensional. É preciso observar não apenas as pálpebras, mas a relação entre sobrancelhas, olhos, região temporal, malar e terço médio da face. Na pálpebra superior, por exemplo, o excesso de pele pode estar associado à queda da sobrancelha ou à perda de sustentação dos tecidos. Já na região inferior, a presença de bolsas de gordura, alterações do sulco nasojugal e mudanças na qualidade e espessura da pele podem exigir estratégias diferentes.
“O diagnóstico precisa identificar quais estruturas estão envolvidas no envelhecimento daquela região. Só assim conseguimos definir se existe indicação cirúrgica ou se outras abordagens podem oferecer um resultado mais adequado”, explica a médica.
A blefaroplastia continua sendo uma importante ferramenta quando existe indicação, mas não deve ser entendida como uma solução universal para o chamado “olhar cansado”. Em determinados pacientes, a cirurgia pode envolver a retirada criteriosa de excesso de pele e o tratamento das bolsas de gordura; em outros, é necessário avaliar a necessidade de reposicionamento ou preservação de tecidos, sempre evitando o excesso de retirada que pode comprometer a naturalidade e a função palpebral. A posição das sobrancelhas também precisa entrar no planejamento, já que sua queda pode contribuir significativamente para o peso visual da região dos olhos.
Nem todo olhar cansado pede cirurgia. Esse é um dos pontos centrais da abordagem da Dra. Ana Mamari. A clínica trabalha com uma visão integrada, combinando cirurgia plástica, tecnologias e tratamentos injetáveis, sempre a partir de um diagnóstico individualizado. Dependendo da causa predominante, o caminho pode ser cirúrgico, tecnológico, com injetáveis ou uma combinação dessas possibilidades. A indicação não parte do procedimento disponível, mas da necessidade real de cada paciente.
Nas situações em que a qualidade da pele, a flacidez, a textura ou determinados sinais do envelhecimento são protagonistas, tecnologias podem fazer parte do plano terapêutico. Da mesma forma, os tratamentos injetáveis podem ser considerados quando há indicação para melhorar determinados aspectos estruturais e de qualidade tecidual. O diferencial está justamente em integrar essas ferramentas sob um olhar cirúrgico, entendendo os limites e as possibilidades de cada uma e, principalmente, quando combiná-las.
“Meu objetivo não é transformar o olhar do paciente, mas compreender sua anatomia e o processo de envelhecimento para propor um tratamento que respeite suas características. Às vezes, a melhor indicação é uma cirurgia; em outras situações, uma tecnologia, um tratamento injetável ou uma associação entre técnicas. O diagnóstico é o que define o caminho”, destaca Dra. Ana Mamari.
Mais do que eliminar sinais de cansaço, o planejamento da região dos olhos busca preservar expressão, funcionalidade e identidade. Cada rosto envelhece de uma maneira diferente e, por isso, não existe uma fórmula pronta para o rejuvenescimento do olhar. A avaliação individualizada, realizada por um cirurgião plástico, é fundamental para identificar as estruturas envolvidas e construir uma estratégia segura, coerente e personalizada seja ela cirúrgica, tecnológica, injetável ou combinada.
Dra. Ana Mamari: preservando a identidade e as características naturais de cada paciente
(Crédito: Arquivo Pessoal)
