
Artistas, educadores, pesquisadores, estudantes, coletivos de Hip Hop e agentes sociais do Amazonas estão sendo mobilizados para participar de uma chamada que reúne experiências e pesquisas sobre as relações entre Hip Hop, educação e produção de conhecimento. Os trabalhos selecionados vão compor um e-book e poderão ser apresentados durante o Encontro Internacional sobre Hip Hop e Educação, que acontece no dia 15 de novembro, em Ouro Preto, Minas Gerais.
No Amazonas, a divulgação e a mobilização para a chamada contam com o apoio de Adriele Albuquerque, a B.girl Drika, primeira amazonense convocada para a Seleção Brasileira de Breaking, pesquisadora, educadora e produtora cultural com mais de uma década de atuação no Hip Hop amazonense. A articulação visa ampliar a participação de trabalhos desenvolvidos no estado e ampliar a visibilidade às experiências construídas em escolas, periferias, coletivos, projetos culturais e outros territórios onde o Hip Hop vem sendo utilizado como ferramenta de formação, expressão e produção de conhecimento.
Os trabalhos podem ser enviados até o dia 30 de setembro pelo link: https://forms.gle/qs5z9uv19JiPj3TY9. “O Amazonas tem pesquisadores, artistas e educadores que atuam diretamente com a cultura Hip Hop e a educação, e acredito que essas experiências e pesquisas podem ocupar de forma muito rica os espaços acadêmicos. É importante que o conhecimento produzido nos nossos territórios também seja registrado, compartilhado e reconhecido, mostrando a força do Hip Hop amazonense na formação, na educação e na produção de conhecimento”, destaca Adriele Albuquerque.
A chamada é aberta a estudantes, artistas, educadores(as) populares, coletivos de Hip Hop e agentes sociais do Brasil e do exterior. Os trabalhos serão apresentados em Ouro Preto no período matutino. As submissões são gratuitas. As pessoas interessadas devem enviar um resumo expandido, de 4 a 6 páginas, que será publicado em um e-book. Os trabalhos submetidos devem abordar as relações entre Hip Hop, educação, ensino, aprendizagem e produção de conhecimento.

O objetivo é reunir pesquisas e experiências que explorem as possibilidades do Hip Hop para articular os processos de ensino aos conhecimentos e ações dos estudantes, favorecer seu engajamento na construção das aprendizagens e desenvolver capacidades críticas e expressivas, por meio de manifestações como rap, graffiti, breaking, DJ, batalhas de rima, beatbox, poetry slam, produção musical, entre outras.
Os trabalhos serão divididos em cinco eixos:
– Hip Hop, práticas pedagógicas e aprendizagem;
– Hip Hop, currículo, formação de educadores e inovação pedagógica;
– Hip Hop, educação antirracista, diversidade e inclusão;
– Hip Hop, juventudes, protagonismo e cotidiano escolar;
– Hip Hop, ensino de História, memória e elaboração da experiência.
A comissão científica do evento é internacional e conta com pesquisadores(as) vinculados a cinco instituições do exterior: Universidade Pedagógica de Maputo (Moçambique), Stellenbosch University (África do Sul), University College Cork (Irlanda), Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais (ISCJS) e Academia de Ciências Sociais e Tecnologias (ACITE).
Pesquisadores(as) das quatro instituições que organizam o evento também integram a comissão científica, assim como pesquisadores da Universidade de São Paulo, Universidade Federal do Pará e Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
(Crédito: Divulgação)
