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Hanseníase: diagnóstico precoce é fundamental para prevenir incapacidades e interromper a transmissão

Doença infecciosa tem cura e pode ser tratada gratuitamente pelo SUS. Identificação dos sinais, acompanhamento dos contatos e acesso ao tratamento são medidas essenciais para garantir qualidade de vida aos pacientes

A hanseníase é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Embora tenha cura, a enfermidade ainda representa um desafio para a saúde pública, especialmente devido ao diagnóstico tardio, que pode provocar incapacidades físicas permanentes. A prevenção, a identificação dos primeiros sinais e o início oportuno do tratamento são fundamentais para interromper a transmissão e reduzir os impactos da doença.

Entre os sintomas mais comuns estão manchas na pele com alteração ou perda de sensibilidade ao calor, à dor e ao toque, além de formigamentos, dormência e fraqueza muscular. A hanseníase também pode causar espessamento de nervos, queda de pelos em determinadas regiões e redução da sensibilidade nas mãos e nos pés. A presença desses sinais deve motivar a procura por atendimento médico, já que o diagnóstico depende da avaliação clínica e, quando necessário, de exames complementares.

O tratamento da hanseníase é realizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com o uso de uma combinação de antibióticos conhecida como poliquimioterapia. A duração varia conforme a classificação da doença, geralmente entre seis e 12 meses. O acompanhamento por profissionais de saúde é indispensável para garantir a adesão ao tratamento, avaliar a resposta clínica e identificar possíveis reações ou complicações. Quando iniciado precocemente e seguido corretamente, o tratamento interrompe a transmissão da doença e ajuda a prevenir danos neurológicos.

De acordo com Lucrécia Mendes, especialista de Produtos da Bioclin, a prevenção e o diagnóstico precoce são estratégias decisivas para o controle da hanseníase e para a redução do impacto social da doença. “A hanseníase tem cura, e o diagnóstico realizado no tempo certo é essencial para evitar incapacidades físicas, interromper a transmissão e melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas. Além disso, a informação e o acesso ao atendimento contribuem para combater o preconceito e favorecer a reintegração social dos pacientes”, afirma.

A prevenção envolve principalmente a avaliação dos contatos domiciliares e de pessoas que convivem de forma próxima e prolongada com pacientes diagnosticados. Esse acompanhamento permite identificar casos suspeitos e encaminhar os indivíduos para avaliação clínica, ampliando as possibilidades de diagnóstico em fases iniciais. A orientação sobre os sinais e sintomas, o acompanhamento periódico dos contactantes e a vacinação BCG, quando indicada pelos serviços de saúde, também fazem parte das estratégias de controle.

Nesse contexto, o ML Flow Hanseníase, da Bioclin, atua como uma ferramenta de apoio à triagem diagnóstica. O teste contribui para identificar indivíduos com maior probabilidade de apresentar a doença e que necessitam de avaliação clínica e acompanhamento mais atento. Sua utilização é especialmente relevante no monitoramento de pessoas com sinais suspeitos ou que tiveram contato próximo com pacientes diagnosticados.

A especialista ressalta que o teste não substitui a avaliação médica nem estabelece, isoladamente, o diagnóstico da hanseníase. “O resultado deve ser interpretado em conjunto com os sinais e sintomas, o histórico de contato e os demais critérios clínicos e epidemiológicos. O acompanhamento adequado dos grupos de maior risco fortalece as ações de vigilância e amplia as possibilidades de identificação de novos casos”, acrescenta.

A busca por atendimento diante de manchas na pele com alteração de sensibilidade, formigamentos ou fraqueza muscular é uma atitude importante para a saúde individual e coletiva. “Investir na prevenção e no diagnóstico precoce é investir na qualidade de vida das pessoas. O conhecimento sobre os sinais da doença, a avaliação dos contatos e o uso de ferramentas de apoio, como o ML Flow Hanseníase, fortalecem as ações de controle e contribuem para que os pacientes recebam o cuidado necessário no momento certo”, conclui Lucrécia Mendes.

(Crédito: Divulgação/Bioclin)

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