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Estética regenerativa ganha espaço e aponta para uma nova era do rejuvenescimento

Biomédica Alyce Assunção explica por que o futuro dos tratamentos estéticos caminha
para além do preenchimento e passa a olhar para regeneração, qualidade dos tecidos e
naturalidade

O conceito de rejuvenescimento está mudando. Se durante anos a estética esteve fortemente
associada ao preenchimento de rugas, reposição de volume e correções pontuais, uma nova
abordagem vem ganhando espaço ao propor algo diferente: estimular o próprio tecido a
responder melhor ao processo de envelhecimento.

É nesse cenário que cresce a estética regenerativa, área que reúne conhecimentos sobre
regeneração tecidual, estímulo de colágeno, comunicação celular e tecnologias aplicadas à
melhora da qualidade da pele.

Para a biomédica Alyce Assunção, essa evolução representa uma mudança importante na
maneira de planejar os tratamentos.

“Hoje, o olhar não precisa estar voltado apenas para preencher uma região ou corrigir um sinal
isolado. Precisamos avaliar a qualidade daquele tecido e entender quais estímulos podem
contribuir para uma resposta mais natural e individualizada”, explica.

Da correção para a regeneração

Bioestimuladores e tecnologias baseadas em energia estão entre os recursos que
acompanham essa transformação. Em vez de buscar apenas uma mudança imediata na
aparência, a proposta é trabalhar diferentes aspectos envolvidos na qualidade e no
envelhecimento dos tecidos.

Outro campo que desperta atenção são as vesículas extracelulares, incluindo os chamados
exossomos. Essas estruturas estão relacionadas à comunicação entre as células e vêm sendo
estudadas em diferentes frentes da medicina regenerativa.

Para Alyce, o avanço desse conhecimento ajuda a mostrar por que a estética está se tornando
cada vez mais individualizada.

“Duas pessoas com a mesma idade não necessariamente apresentam o mesmo processo de
envelhecimento e também não respondem da mesma maneira aos procedimentos. Por isso,
não faz sentido pensar em um protocolo único para todos”, afirma a biomédica.

Naturalidade se torna protagonista

A evolução das técnicas acontece paralelamente a outra mudança: pacientes estão mais
atentos a resultados que preservem sua identidade.

A busca deixa de ser necessariamente por uma transformação evidente e passa a valorizar
uma aparência saudável, descansada e natural.

Isso não significa o fim dos preenchimentos ou de procedimentos já consolidados. Eles
continuam tendo indicações importantes, principalmente quando há perda de volume ou
necessidade de correções específicas. A diferença está em deixar de enxergá-los como única
resposta para o rejuvenescimento.

“Não se trata de abandonar técnicas, mas de saber quando e por que utilizá-las. O resultado
mais sofisticado é aquele em que conseguimos melhorar sem descaracterizar o paciente”,
destaca Alyce Assunção.

O futuro da estética

A tendência é que o rejuvenescimento seja cada vez menos baseado em procedimentos
isolados e mais em planejamentos que associem diferentes recursos de acordo com as
características de cada paciente.

Para Alyce, esse movimento representa uma evolução do próprio conceito de estética.
“Estamos entrando em uma fase em que rejuvenescer não significa simplesmente apagar uma
ruga. É pensar na qualidade da pele, na resposta do tecido e na naturalidade do resultado ao
longo do tempo.”

A estética regenerativa surge, assim, como parte de uma mudança maior no setor: sair da
lógica de apenas corrigir o envelhecimento para buscar formas de envelhecer com mais
qualidade e preservando as características individuais

(Crédito: Arquivo Pessoal)

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