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Ingride Banzo, madrinha da União da Ilha, conecta a essência da cultura brasileira em experiências inéditas

Do Pelourinho, em Salvador, ao solo sagrado da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, a trajetória de Ingride Banzo é marcada pela construção de pontes culturais que atravessam territórios, linguagens e fronteiras. Mulher negra, artista, empresária cultural e referência no samba, ela se consolidou como uma das personalidades que traduzem a essência da cultura brasileira em experiências inéditas, conectando ancestralidade, arte, disciplina e protagonismo feminino.

Formada na vivência da cultura afro-brasileira, Ingride carrega em seu corpo e em sua história as expressões que nascem na Bahia: berço de saberes, ritmos, lutas e movimentos que moldaram a identidade cultural do país. Iniciada na capoeira ainda aos 12 anos de idade, a luta se tornou um dos pilares de sua formação artística e pessoal. Hoje, além de referência nacional, Ingride também atua como professora de capoeira, levando adiante os fundamentos dessa manifestação que une resistência, musicalidade, técnica e ancestralidade.

Essa base cultural se desdobra no Carnaval do Rio de Janeiro, onde o samba ganha dimensão global e se transforma em espetáculo, linguagem universal e símbolo do Brasil no mundo. É nesse encontro entre origens, corpo e grandiosidade que sua atuação se fortalece, conectando a força da capoeira, a expressividade das danças afro-brasileiras e a potência do samba carioca.

Como Madrinha da G.R.E.S. União da Ilha do Governador, Ingride ocupa um lugar de destaque no carnaval carioca não apenas pela representatividade, mas pela forma como ressignifica esse espaço. Sua presença une estética, técnica, história e visão estratégica, reafirmando o samba como patrimônio cultural vivo e como ferramenta de conexão entre culturas, gerações e países.

Ao conectar o Pelourinho à Sapucaí, Ingride Banzo constrói mais do que experiências: ela firma um posicionamento. Sua atuação evidencia a cultura brasileira como potência criativa, econômica e simbólica, reafirmando o papel do Carnaval, da capoeira e das expressões afro-brasileiras como espaços de inovação, influência e transformação social no cenário nacional e internacional.

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