Paulo Cezar Pinheiro, que dispensa apresentações, escreveu a letra da “Catira do Pinheiro”, gravada no formato de catira tradicional, com violas, palmas e sapateado.
“Nosso jardim”, assim eu costumo definir o conjunto de músicas desse trabalho, um jardim cujas sementes remontam à minha adolescência e juventude, as canções da memória afetiva e as novas cepas musicais, novas parcerias, Etel Frota e Paulo Cezar Pinheiro especialmente; e o principal, cantar e tocar. Eu sempre fiz isso, mas não com a intensidade de agora”, comenta um empolgado Jaime Alem.
Algumas canções do álbum são resgates da juventude de Jaime, que, em sua própria avaliação, externam sentimentos universais e exploram temas que continuam atuais.
“Desde que eu e o Jaime gravamos nosso primeiro LP “Jaime e Nair”, me coloco como solista, como intérprete; mesmo tendo trabalhado como backing vocal em shows e discos de Bethânia, Beto Guedes e Elba Ramalho. Tenho o meu disco solo ‘Canção de um outro dia’ nas plataformas digitais. Agora, junto com a mana Jurema surge a oportunidade de desenvolver um trabalho com ênfase nos vocais e explorar nosso timbre, que vem de família. É mais uma virada na minha carreira. Felicidade define tudo”, define Nair Cândia.
A criação do trio é decorrência natural dos laços entre os três profissionais e dos pedidos de amigos que frequentavam os saraus na casa do maestro, em Santa Teresa-Rio de Janeiro, onde eram apresentadas obra autorais de Jaime, as canções da dupla Jaime e Nair e, com a participação de Jurema de Cândia, um repertório universal das décadas de 60/70 até os dias de hoje, incluindo covers de Beatles, Mama & Papas, Mutantes, Edu Lobo, Caetano, Gil, Milton Nascimento e até mesmo modas de viola.
Eu sempre trabalhei como vocalista com grandes artistas, Tim Maia, Martinho da Vila, Maria Bethânia, e tenho a honra de fazer parte do show de Roberto Carlos; porém antes disso fui crooner de orquestras de baile, um dos melhores aprendizados que um músico poderia ter. O JANAJU é um divisor de águas, a oportunidade de fazer o vocal que sempre fiz abrindo vozes, às vezes em contralto, às vezes soprano, e posso também explorar a minha voz em momentos solos. É a realização de um sonho”, conclui Jurema de Cândia.
Ouça aqui “Lindeira”:
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