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Network Ori traduz ancestralidade, propósito e a construção de novas narrativas na creator economy

A network liderada por Allyson Petrech carrega no próprio nome uma conexão com ancestralidade, espiritualidade e o propósito de potencializar pessoas, culturas e negócios

Antes de se tornar o nome de uma agência dedicada ao desenvolvimento de creators, artistas e projetos de comunicação, Ori já carregava um significado diretamente conectado à trajetória de seu fundador e CEO, Allyson Petrech. De origem yorùbá, a palavra Ori pode ser compreendida como “cabeça” e está associada à dimensão interior e espiritual do indivíduo, à consciência, ao destino e ao lugar de onde partem escolhas e caminhos.

Para Allyson, escolher o nome não foi uma decisão de branding. Foi consequência de anos de dedicação à sua espiritualidade e da tentativa de construir um negócio capaz de conciliar crescimento econômico, cultura, propósito e desenvolvimento humano.

“Ser Ori, para mim, não é se apropriar de um termo tradicional das religiões de matrizes afro-brasileiras. É honrar tudo o que vem junto com essa palavra. Existe um fundamento que me acompanha e que me lembra constantemente de onde eu venho, do que estou construindo e da responsabilidade que existe nesse processo. E essa construção passa necessariamente pelas conexões e pelos relacionamentos. Ser network está no nosso DNA. Queremos que a Ori seja cada vez mais um hub capaz de aproximar pessoas, talentos, marcas e diferentes agentes do mercado, criando relações que gerem oportunidades e movimentem a cultura no nosso país. Tudo isso valorizando a identidade e a diversidade brasileira, porque acreditamos que conectar pessoas também é uma forma de ampliar espaços, fortalecer narrativas e construir novos caminhos”, afirma Allyson Petrech, CEO da Ori.

Um nome que nasceu antes da empresa

A origem da agência também está ligada a um momento de transformação pessoal de Allyson. Depois de enfrentar perdas familiares, mudanças e desafios em diferentes áreas da vida, o empresário conta que foi durante uma tarde de meditação em um parque que começou a enxergar um novo caminho profissional.

Naquele momento, antes mesmo de existir uma estrutura empresarial definida, nasceu a ideia de criar um espaço que pudesse conectar pessoas, desenvolver talentos e transformar histórias individuais em possibilidades concretas.

“A Ori nasce em um parque, em uma tarde de meditação em que eu não encontrava mais saída para a minha vida. Depois de tantas perdas familiares, desafios e mudanças, eu pedi que minha ancestralidade me orientasse e me mostrasse um caminho. Quando olho para o que construímos hoje, entendo que a empresa também é resultado desse processo”, relembra.

Essa origem acabou influenciando diretamente a maneira como Allyson passou a pensar o papel da agência. Se, por um lado, a Ori está inserida em um mercado que precisa gerar receita, estruturar negócios e responder às dinâmicas econômicas, por outro, existe a preocupação de não permitir que o crescimento financeiro apague os fundamentos que deram origem ao projeto.

Entre propósito e negócio

Essa conciliação aparece na própria atuação da agência. A proposta é utilizar comunicação, cultura e inteligência de mercado para potencializar artistas e creators, ao mesmo tempo em que aproxima marcas de comunidades, comportamentos e narrativas que ajudam a compreender a sociedade contemporânea.

Para Allyson, esse equilíbrio é também um dos principais desafios da construção da Ori.

“A Ori é um negócio e está dentro de uma realidade capitalista, em que existe a necessidade de gerar receita e crescer. O desafio sempre foi entender como fazer isso sem abandonar aquilo que fundamenta a empresa. Como transformar ideias em algo material, ajudar artistas a construírem seus sonhos, dar espaço a narrativas culturais e de diversidade e, ao mesmo tempo, criar negócios consistentes”, explica.

Nesse processo, a ancestralidade não aparece apenas como referência simbólica. Ela influencia a visão de Allyson sobre liderança, desenvolvimento de pessoas e construção de relações profissionais.

A ideia de criação presente no significado que ele atribui a Ori se manifesta no desenvolvimento de talentos, no crescimento da equipe e na busca por projetos capazes de conectar marcas a diferentes contextos culturais.

“Hoje, a Ori conecta pessoas, movimenta e potencializa. Eu cresço, meu time cresce, nossos artistas se desenvolvem e as marcas conseguem aproveitar essa inteligência de conexão e cultura para ampliar suas próprias conversas. Para mim, Ori é exatamente esse espaço que cria, constrói e se reinventa”, destaca o CEO.

Uma empresa ainda em construção

Mesmo com o crescimento da operação, Allyson considera que a identidade da Ori continua em desenvolvimento. A transformação, segundo ele, faz parte da própria essência que pretende preservar para a empresa.

Mais do que chegar a um formato definitivo, o objetivo é construir estruturas sólidas sem perder a capacidade de acompanhar as mudanças da cultura, da comunicação e da creator economy.

“Eu sinto que a gente ainda está no começo desse grande corpo que a Ori está construindo. Existe muito trabalho, transformação e ajuste pela frente. Mas acredito que estamos construindo uma narrativa muito interessante a partir da nossa base: entendendo de onde a Ori vem, o que ela representa e para onde queremos levá-la”, conclui Allyson.

Para o empresário, carregar esse nome é também uma forma permanente de lembrar que crescimento e propósito não precisam ocupar lados opostos. Na Ori, a ambição é justamente fazer com que desenvolvimento econômico, potência criativa, ancestralidade e transformação caminhem dentro de uma mesma história.

Direto de PE: