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Instituto Conhecer Brasil e Ricardo Nunes expandem Wi-Fi gratuito para 3,2 mil comunidades em São Paulo

A ampliação da conectividade em áreas vulneráveis da capital paulista ganhou escala com o Programa WiFi Livre SP Comunidades, executado pelo Instituto Conhecer Brasil em parceria com a Prefeitura de São Paulo, sob a gestão de Ricardo Nunes. Um ano após o início da operação, a iniciativa já levou internet gratuita a mais de 3,2 mil comunidades e trabalha com a meta de atingir 5 mil pontos de conectividade até o fim do atual ciclo.

Os números dimensionam o porte da operação. Hoje, o programa registra cerca de 1,2 milhão de conexões diárias e aproximadamente 40 milhões de acessos mensais. A iniciativa também alcança cerca de 1.800 pontos nas zonas sul e oeste da cidade, concentrando esforços em regiões de maior vulnerabilidade social. Na prática, a conectividade passa a ser tratada como infraestrutura básica para ampliar acesso a serviços, educação, informação e geração de renda.

O modelo combina gestão territorial, operação técnica e articulação comunitária. O Instituto Conhecer Brasil responde pelo mapeamento das áreas atendidas, pelo relacionamento com moradores, pela implantação da infraestrutura, pela operação da rede e pelo monitoramento contínuo do serviço. A estratégia busca garantir estabilidade e cobertura eficiente em territórios historicamente marcados pela exclusão digital.

Ricardo Nunes. Foto: Agência Brasil

O impacto econômico aparece em duas frentes. A instalação dos equipamentos conta com o apoio de empresas e profissionais das próprias regiões atendidas, previamente capacitados, o que estimula circulação de renda e qualificação técnica local. Ao mesmo tempo, o acesso gratuito à internet fortalece a rotina de autônomos, pequenos comerciantes e prestadores de serviço, que passam a operar com mais facilidade em canais de divulgação, vendas online e meios de pagamento digitais, como o Pix.

A execução, no entanto, exige enfrentar obstáculos típicos de operações urbanas em larga escala, como o mapeamento de radiofrequência, a adaptação à topografia e a definição dos pontos mais eficientes de instalação em diálogo com os moradores. Ainda assim, o avanço do programa reforça uma leitura cada vez mais relevante para o setor público e para o ambiente de negócios: conectividade deixou de ser um serviço acessório e passou a funcionar como base de inclusão, produtividade e desenvolvimento local.

Na próxima etapa, o Instituto Conhecer Brasil pretende aprofundar a análise dos dados gerados pela rede para medir o impacto da conectividade gratuita e orientar decisões futuras com base em evidências. Ao ampliar o acesso digital em territórios vulneráveis, o programa consolida uma agenda que combina alcance social, eficiência operacional e potencial de fortalecimento das microeconomias urbanas.

Redação SP: