Evento gratuito acontece nos dias 4 e 5 de setembro, com sete mesas temáticas no dia 4 e vivência no Morro da Providência no dia 5.
Durante décadas, os grandes debates sobre arquitetura e urbanismo concentraram seus olhares na chamada cidade formal. Enquanto isso, milhões de brasileiros que vivem nas favelas permaneceram à margem das discussões sobre planejamento urbano, apesar de produzirem diariamente soluções arquitetônicas, urbanísticas e sociais capazes de transformar seus territórios.
É para ampliar esse debate que acontece o II° Seminário Arquitetura da Favela e Urbanismo Social – A Favela Como Cidade, nos dias 4 e 5 de setembro de 2026, no Rio de Janeiro.
Idealizado pelo arquiteto e urbanista Fernando Pereira, cria do Morro da Providência e presidente do Instituto Arquitetos da Favela, o evento propõe reconhecer a favela não apenas como território marcado por desafios, mas também como espaço de produção de conhecimento, inovação, tecnologia social e arquitetura.
SETE MESAS NO DIA 4 DE SETEMBRO.
A programação principal acontece no dia 4 de setembro, com sete mesas temáticas que colocam diferentes questões relacionadas às favelas e ao desenvolvimento urbano no centro da discussão.
Mesa 1 – Favela, Direito à Cidade e Segurança.
Mesa 2 – Moradia Digna e Habitação Social.
Mesa 3 – Arquitetura da Favela e Métodos.
Mesa 4 – Sustentabilidade e Mudanças Climáticas.
Mesa 5 – ESG e Investimento Social.
Mesa 6 – Empreendedorismo e Desenvolvimento.
Mesa 7 – Regularização Fundiária.
Os debates aproximam diferentes perspectivas sobre os desafios urbanos contemporâneos, envolvendo temas como direito à cidade, habitação, arquitetura, sustentabilidade, investimentos, empreendedorismo e regularização dos territórios populares.
DIA 5: VIVÊNCIA NO MORRO DA PROVIDÊNCIA.
No dia 5 de setembro, a programação será dedicada a uma Vivência no Morro da Providência, território reconhecido historicamente como a primeira favela do Brasil.
A atividade busca levar os participantes para dentro do território e aproximá-los de sua história, arquitetura, cultura e das soluções construídas pelos próprios moradores.
A escolha do Morro da Providência também possui um significado simbólico. Em 2027, o território completará 130 anos de história, representando um capítulo fundamental da formação urbana e social do Rio de Janeiro.
A FAVELA COMO CIDADE.
O seminário parte de uma mudança de perspectiva: compreender que a favela também produz cidade.
Ao longo de décadas, moradores desses territórios desenvolveram soluções próprias de ocupação, construção, moradia, mobilidade, organização comunitária e adaptação às condições urbanas.
Nesta segunda edição, o evento amplia essa discussão ao integrar os princípios do Urbanismo Social, que relaciona planejamento urbano, participação popular, inclusão social, desenvolvimento econômico, sustentabilidade e governança compartilhada.
A proposta é aproximar moradores, arquitetos, urbanistas, pesquisadores, universidades, poder público, iniciativa privada e lideranças comunitárias para construir novas perspectivas sobre o futuro das cidades brasileiras.
Mais do que um seminário, a iniciativa busca fortalecer a Arquitetura da Favela como campo de conhecimento e ampliar o protagonismo dos territórios populares nas discussões sobre planejamento e desenvolvimento urbano.
Porque o futuro das cidades brasileiras não será construído apenas olhando para o asfalto. Ele também será desenhado a partir da favela.
Serviço.
II° Seminário Arquitetura da Favela e Urbanismo Social – A Favela Como Cidade.
4 e 5 de setembro de 2026.
Programação gratuita.
4 de setembro – Mesas temáticas:
• Favela, Direito à Cidade e Segurança;
• Moradia Digna e Habitação Social;
• Arquitetura da Favela e Métodos;
• Sustentabilidade e Mudanças Climáticas;
• ESG e Investimento Social;
• Empreendedorismo e Desenvolvimento;
• Regularização Fundiária;
5 de setembro – Vivência no Morro da Providência.
Inscrições para as atividades até 4 de setembro de 2026: Sympla – II° Seminário Arquitetura da Favela e Urbanismo Social.
Realização: Instituto Arquitetos da Favela.
Por: Clilton Paz.
Fonte: Ryan Mazcatti.
Foto: Divulgação.