Espetáculo encerra trilogia sobre as relações entre agronegócio, território, poder e sociedade
Fotos de Girlaydy Costa. Acesse aqui as imagens em HD.
A Cia. de Teatro Sala 3 apresenta “AGROPOP ou Terror e Miséria desde os tempos do Anhanguera”, terceiro e último ato da trilogia dedicada a investigar as relações entre o agronegócio e a formação econômica, social, cultural e simbólica de Goiás e do Brasil. As apresentações serão realizadas no Teatro IFG, em Goiânia, nos dias 2, 22 e 23 de outubro. A classificação indicativa é de 16 anos. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados pela plataforma Sympla. O projeto foi contemplado pelo Edital de Teatro nº 08/2024 da Política Nacional Aldir Blanc.
Sob direção de Altair de Sousa, o trabalho reúne em cena Carlos Paiva, Jhey Mathos, Lara Carvalho e Heitor Golfe. O espetáculo retoma imagens e inquietações apresentadas nos trabalhos anteriores da trilogia, “AGROCITY” e “AGROREICH”, para voltar o olhar ao presente. A peça aborda temas como medo, vigilância, censura, alienação e a naturalização da violência e da opressão.
Uma trilogia sobre o agro brasileiro
O primeiro ato, “AGROCITY”, estreou em maio, na Praça Cívica, em Goiânia. A montagem levou para o teatro de rua uma leitura da figura do bandeirante Anhanguera e de seu papel na formação histórica de Goiás.
Em junho, foi apresentado “AGROREICH”, segundo ato da trilogia, no Teatro Zabriskie. Inspirado na obra “Terror e Miséria do Terceiro Reich”, de Bertolt Brecht, o espetáculo trabalhou com jogos de improvisação e imersão para abordar temas como preconceito, violência simbólica e os desafios enfrentados pelas mulheres no universo da cultura rural brasileira.
Agora, “AGROPOP” reúne e reorganiza questões lançadas nos dois primeiros atos e transforma a cena em um território de perguntas.O terceiro ato da trilogia da Sala 3 volta-se para o presente e questiona o lugar ocupado pelos indivíduos dentro dessa história.
Sinopse
No terceiro e último ato da trilogia, “AGROPOP – Terror e Miséria desde os tempos do Anhanguera” retoma vestígios, imagens e inquietações dos trabalhos anteriores para refletir sobre a presença do agronegócio na construção econômica, social, cultural e simbólica de Goiás e do país. Entre memórias, situações e perguntas inspiradas pelas provocações de Julian Beck sobre o teatro e sua relação com o espectador, o espetáculo atravessa temas como medo, vigilância, censura, alienação e a naturalização da violência e da opressão. Misturando passado e presente, íntimo e coletivo, teatro e vida, AGROPOP encerra a trilogia sem oferecer respostas definitivas. Em seu lugar, lança uma última provocação: quem somos, no que acreditamos e o que estamos dispostos a fazer diante de um mundo profundamente atravessado pelo agronegócio?
Ficha Técnica
Direção geral e adaptação dramatúrgica: Altair de Sousa
Texto: Coletivo de Novo(a)s Artistas da Cia de Teatro Sala 3
Elenco: Carlos Paiva, Jhey Mathos, Lara Carvalho e Heitor Golfe
Figurino: Evandro Selva e Wânio Kamenach
Confecção de figurino: Evandro Selva
Maquiagem: Giulia Melo
Cenário: Altair de Sousa
Iluminação: Altair de Sousa
Workshop de pesquisa: Hilton Junior, Sofia Araujo, AKtarine, Cristiane Santos
Trilha sonora: Caju Mateus
Produção de cenário e objetos de cena: Luiza Campos, Júlia Viviam, Gilmar Soares, Carmen Neuda Queiroz de Sousa, Wânio Kamenach, Jhey Mathos, Carlos Paiva, Nix
Ensaísta e preparação corporal: Hilton Junior
Produção Geral: Gardênia Matos, Luiza Campos, Carlos Paiva
Assessoria de imprensa: Lumieira Comunicação (Nádia Junqueira e Ana Paula Mota)
Fotografia: Girlaydy Costa
Filmagem: Pós-cinema
Programação visual: Sodré Originária
Produção executiva: Marcelo Carneiro
Realização: Cia de Teatro Sala 3